As grandes previsões da história
Enviado por luisnassif, seg, 27/09/2010 - 20:05Nesta semana onde todos os sábios fazem previsões do futuro, aqui vai parte da minha coleção de "Grandes previsões".
Nesta semana onde todos os sábios fazem previsões do futuro, aqui vai parte da minha coleção de "Grandes previsões".
Serra isenta Dilma de envolvimento com denúncias na Casa Civil
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/23/datafalha-nao-entrevista-faz-sessao-de-tortura/
Uma especialidade da casa
Não é petista mas vai votar na Dilma.
O Datafalha a entrevistou.
Logo de saída, ela disse: vou votar na Dilma.
Ela começou pela resposta "espontânea".
Mas, a partir daí, foi submetida a uma sessão de tortura.
Você sabe que o filho da Erenice recebeu dinheiro ?
Você sabe que a Erenice sabia ?
Mesmo assim você vai votar na Dilma ?
O Lula sabia.
Mesmo assim você vota na Dilma ?
As perguntas comportavam, apenas, resposta "sim" ou "não".
Não havia hipóteses: o filho da Erenice fez, a Erenice sabia, o Lula sabia – como se tudo fosse provado, julgado verdadeiro.
Vamos tentar entender um pouco desse imbroglio da velha mídia, separando fatos reais dos factoides.
Vai-se chegar a um retrato acabado do que são as alianças malucas da política brasileira, os esquemas brasilienses, de funcionários indicados por políticos, o submundo do lobby e do jornalismo local.
No episódio em pauta, o começo de tudo é o loteamento dos Correios, feito na gestão Hélio Costa no Ministério das Comunicações. Nos últimos anos, os Correios foram entregues a esquemas pesadíssimos – juntando chefes de quadrilha, esquemas de lobby no submundo brasiliense e repórteres de escândalo...
From: João Carlos
Sent: Sunday, September 12, 2010 5:04 PM
Subject: Crítica, crítica, crítica....
Li seus comentários, hoje, e me desanimei, menos, com o futuro da cobertura da Folha. Há alguma racionalidade possível e esta parece começar a ser recuperada pela senhora. É o que sinceramente espero. Leio a Folha há muitos, muitos anos. Estudei a Folha em minha pesquisa de Doutorado, há oito anos. Não por ser leitor, mas pelos méritos do jornal em dar espaço para idéias e debates sobre a redemocratização brasileira, objeto de minhas pesquisas de então.
Mas confesso minha decepção e crescente desinteresse em ler o jornal, no que se refere à cobertura política. Comecei desconfiando das matérias...
Nassif,
Penso como você: quando se avalia que a mídia, que você chama de velha, deu uma pausa no seu frenesi partidário/ideológico, eis que não mais do que de repente, ela retoma o seu viés característico. Parece até o escorpião da fábula: é prisioneira da sua natureza.
Hoje sou cético com relação a qualquer veleidade acerca dessa possível e desejável adequação aos novos tempos que ela teima em desdenhar, prisioneira que é de uma visão anacrônica da realidade social, na qual monopolizava a informação a seu bel-prazer.
Os cínicos logo arguirão: por que centrar fogo no mensageiro e esquecer a mensagem? Simples: o mensageiro não é um apenas o meio para que a mensagem chegue a seu destino. Ele próprio interfere no teor da mensagem e, nessa situação, deixa de ser o sujeito neutro.
A pancadaria patrocinada por Serra ao longo de duas semanas teve dois resultados aparentes:
- conteve o crescimento de Dilma, sem reverter a tendência de vitória no primeiro turno da petista – ela se mantem acima de 50% em todas as pesquisas;
- tirou votos de Dilma em setores muito pontuais (mais ricos e mais escolarizados – ou seja, aqueles mais sujeitos ao bombardeio de "Veja" e dos jornais), e os entregou a Marina Silva.
Mais um texto de excepcional qualidade analítica do Marcos Coímbra, que tem se revelado um verdadeiro cronista do processo eleitoral.
Esse é uma tapa com luva de pelica na oposição tresloucada e, particularmente no José Serra, candidato que vai ser derrotado sem nenhuma honra.
Artigo publicado no Correio Braziliense
Perder uma eleição
De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Nas eleições, chega uma hora em que todos os candidatos, menos um, tomam consciência que vão perder (ou que já perderam). Há casos em que a disputa permanece acirrada até a véspera e ninguém é obrigado a fazer essa difícil admissão. São mais numerosas, no entanto, as que logo se afunilam e se resolvem cedo.
"Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Ufa!!" (Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964 – jornal de Lacerda, o campeão do golpismo)
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"Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (…) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas…" (O Globo – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)
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Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas" (Jornal do Brasil – Rio de Janeiro - Abril de 1964, jornal tido como "democrático")
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(SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"… "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."
(1o/04/64 –O ESTADO DE SÃO PAULO)–
Aderimos à campanha de apoio aos blogs sujos. Uma questão de coerência da NovaE. Desde de 1999 a revista busca estar na linha de frente contra o atraso que representa a trinca PSDB/DM/PPS. Ora, todos nós conhecemos o "Zé" Serra, como ele quer ser chamado.
Mas sabemos muito bem com quem ele anda; o que ele pensa; quem de fato ele é. Tudo por causa dos blogs sujos. Portanto, quando ele diz sujo, com certeza ele quer dizer corajosos, bravos e destemidos blogs. É assim que entendemos. Preferimos estar entre os sujos, do que na limpeza eugênica da grande mídia.
Silvio
O TRISTE FIM DE UM DISCURSO DIPLOMÁTICO
Marco Aurélio Garcia
Não é fácil poder dar, em um período relativamente curto, duas entrevistas às páginas amarelas da revista Veja. É preciso estar muito afinado com o conservadorismo raivoso dessa publicação para merecer tal distinção.
Sei disso por experiência própria. Há muitos anos, um colunista-fujão de Veja dedicou-me um artigo cheio de acusações e insultos. Ingenuamente, enviei minha resposta a esta publicação, que se proclama paladina da liberdade de expressão. Meu texto não foi publicado e, para minha surpresa, li uma semana mais tarde uma resposta à minha resposta não publicada.